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AULAS DE MUSICA

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quarta-feira, 19 de abril de 2017

BETO RICHA E CULPADO DA PR 323 TER O NOME DE RODOVIA DA MORTE

A Odebrecht tinha interesse em atuar no Paraná e escolheu um projeto bilionário para fazer isso. A empresa se apresentou como interessada em transformar a PR-323, que liga Maringá a Guaíra, na primeira Parceria Público-Privada (PPP) paranaense. Seria uma espécie de concessão, com cobrança de pedágio e uma “ajuda” do governo estadual, que destinaria inicialmente R$ 95 milhões ao ano para deixar a tarifa mais barata.

O primeiro passo foi dado pelo governo estadual, que abriu em 2013 a possibilidade de que empresas realizassem o projeto de engenharia para a realização da obra. A Odebrecht se candidatou, analisou a viabilidade da concessão e fez um projeto considerado ousado, mas que também seria a mais cara obra rodoviária do Paraná.
Posteriormente, a Odebrecht se associou a outras empreiteiras e formou a Rota das Fronteiras, consórcio que foi o único participante da licitação, em abril de 2014, que escolheu quem administraria a rodovia. A autorização para o início das obras foi assinada por Beto Richa (PSDB) em junho daquele ano.
Apenas três meses depois, segundo delatores da Odebrecht, a empresa foi procurada por supostos “arrecadadores” da campanha eleitoral do governador, com pedidos de doação. Teriam concordado em repassar R$ 4 milhões, dos quais R$ 2,5 milhões teriam sido efetivamente depositados.
 “Foi alocado aqui esse pagamento, que era o único projeto [da Odebrecht] que existia no Paraná. [Se o projeto fosse adiante], ia ser lançado como despesa, ele ia onerar o projeto: ou diminuir na minha margem ou na nossa capacidade de dar desconto”, afirmou Benedicto Júnior, ex-diretor da empreiteira, em vídeo de delação premiada.
Logo depois de conseguir o contrato, a empresa se viu enredada em uma série de escândalos impulsionados pela Operação Lava Jato. Sem credibilidade no mercado, não conseguiu o empréstimo de que dependia para realizar a obra. O Conselho Gestor de Concessões, órgão do governo do Estado, decidiu cancelar o contrato em função da demora no início das obras.
A PR-323 está entre as rodovias mais perigosas do Estado pelas más condições do asfalto e falta de acostamentos. Com o aumento do fluxo de caminhões, que seguem carregados para o Porto de Paranaguá, desviando das rotas de pedágio, a situação ficou ainda mais dramática, contribuindo para a maior imprudência de motoristas de todos os tipos.
Só em 2016 foram 518 acidentes e 61 mortos, o dobro no comparativo com 2015.

Resumindo duplicação pode esquecer.
2,5 milhões em bolsado pelo governo paranaense. 

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